domingo, 2 de maio de 2010

Em Busca a um Respeito Igualitário

A maioria dos indivíduos têm uma noção de ética incluida entre seus valores e aplicada na suas respectivas posturas, por mais que todas sejam diferentes em determinados aspectos. Porém dificilmente encontramos pessoas que incorporam esta linha moral que é o igualitarismo.
Trata-se de uma admissão das limitações, um processo que desenvolve a humildade bem fundamentada, e não meramente uma condição para ter carisma e simpatia.

Para ser igualitário, é preciso reconhecer e apreciar todas as possíveis divergências alheias e não agir em função, exclusivamente das próprias. Necessário, portanto, ser um com a sociedade, aceitar a própria insegurança e respeitar, invariavelmente, os outros indivíduos e suas posições.

O grande problema do igualitarismo, é pregar iguais direitos de oportunidade e compreenção das diferenças e, ao mesmo tempo, criar uma enorme contradição: para essa sociedade equilibrada existir deve haver um consenso sobre o respeito mútuo das diferenças, o que seria, tecnicamente uma regra, uma crença a ser generalizada. Então encontramos nossa impossibilidade prática: como pode existir uma crença universal dentro da proposta de uma sociedade caracterizada pela aceitação das diferenças?

É só uma hipótese, não minha opinião definitiva, mas existe dentro da Filosofia uma classificação de "verdades", o que nos serviria de artifício para idealizar essa sociedade utópica:

  • Verdades "a posteori": É o conhecimento sintetizado a partir da experiência. Um exemplo clássico, e muito bobo, é o seguinte: "A casa é vermelha". Não se pode saber se a casa é vermelha de fato, a menos que tenhamos a experiência de vermos com nossos próprios olhos. Exemplo besta, né? Calma que vai parecer um pouco menos daqui a pouco.
Obs.: Dentro do Ceticismo, esse tipo de conhecimento é inconfiável, pois infere-se que os sentidos, os olhos no caso, podem nos enganar.
  • Verdades "a priori": É o conhecimento sintetizado e confirmado dentro do próprio enunciado. Exemplo para comparar com o anterior: "A casa vermelha é vermelha". Ou ainda "a casa vermelha é uma casa". Nesse caso podemos concluir que é uma afirmação verdadeira dentro da própria afirmação.
A esperança dessa hipótese, provavelmente simplista demais, é recorrer ao argumento de que esse respeito invariável é uma verdade "a priori". Temos, para isso, explorar o pensamento cético. Nessa corrente filósifica tem-se que toda forma de percepção é falha e nenhum conhecimento pode ser tido com necessariamente verdadeiro.

Para ficar mais palpável, vamos relacionar nossa temática com crenças da nossa vida: afinal, há alguma que sobreviva ao tempo? Já dizia Heráclito: "Nada é permanente, salvo a mudança". Pois bem, se nada permanece, quem somos nós para outorgarmos nossas posições pessoais?

O grande problema, como já dito, é haver um senso comúm no que diz respeito a esse idealismo cético.
Essa ideia para mim é completamente espontânea e percebo-a dentro do perfil de alguns outros indivíduos, portanto pode-se dizer que é algo aceitável e logicamente válido. Nessas condições, por que não atingimos estabilidade social, ao menos nesse sentido? Bom, caso toda população mundial se encontrasse em condições adequadas para usufruir das correntes filosóficas, tivesse acesso a uma educação de qualidade, em todos os níveis possíveis, ou ainda não estivesse com tempo de sobra incipiente para parar com o cotidiano automático, que tanto incita o preconceito, e pensar um pouco nesse tipo de conflito, quem sabe as coisas não seriam um pouco diferentes...














Nenhum comentário:

Postar um comentário